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Somos todos Bantus, e falamos um pouco de Kimbundu

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O moleque estava cochilando apesar do samba , quando foi picado na bunda por um marimbondo . (A população é composta por 37% de  ovimbundos  (língua  umbundu ), 25% de  ambundos  (língua  quimbundo ), 13% de  congos  e 32% de outros grupos étnicos (como os  chócues , os  ovambos , os  vambunda  e os  xindongas ), bem como por cerca de 2% de mestiços (mistura de  europeus  e  africanos ) e 1% de europeus. As etnias dos ambundos e ovimbundos formam, combinadas, a maioria da população (62%). [ 40 ] [ 41 ] )   «Veja o mapa étnico» . CIA – The World Factbook – Angola . Consultado em 17 de abril de 2022 . Arquivado do  original  em 16 de abril de 2020 ↑   Embaixada de Angola no Japão.  «Angola — Principais Indicadores» . angola.or.jp . Consultado em 17 de abril de 2022 Todas as palavras em itálico derivam do idioma Kimbundu, ou Quimbundo, na nossa grafia. É a segunda língua mais falada ...

Por que Angola? Breve análise

Parte 1: Onde Estamos Vivemos um momento histórico crucial. A polarização política se radicalizou a níveis inconcebíveis até poucos anos atrás. Ela extrapolou a esfera do debate racional, reduziu-se a uma cacofonia onde ouvimos palavras de ordem e somos incentivados a repeti-las aos gritos, sem refletir muito sobre seu significado e consequências. A combinação da popularidade das mídias sociais, crise econômica generalizada e do paulatino reconhecimento de minorias antes "invisíveis" - ignoradas e subjugadas pelo status quo - proporcionou uma espécie de renascimento explosivo da extrema-direita. Pautas complexas como imigração ou comércio global são abordadas de maneira simplista em plataformas como o Twitter. Não cabem em 280 caracteres. No entanto, em momentos de crise, as pessoas anseiam por encontrar algo ou alguém para orientá-las. Keith Jenkins, na sua obra Repensando a História , atenta que a ciência, a religião e as ideologias falharam em apresentar soluções para os d...

Da História de Angola ao Mundo: um teaser sobre a língua e povos que nos unem

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Costa congo-angolana, por Joan Blaeu, 1662 O navegador português Diogo Cão desembarcou em território angolano em 1482 - 18 anos antes de os europeus oficialmente chegarem no Brasil. Vale dizer: a Angola como a conhecemos hoje é um país cujas fronteiras foram arbitrariamente delimitadas durante a Conferência de Berlin (1884-5), quando Portugal fez valer sua antiga feitoria em Luanda (1575) e posteriormente em Benguela para reinvidicar para si um enorme território, que abrangia parte do Reino do Congo, o Reino do Dongo, além de Lunda. Verdade seja dita, os portugueses sequer conheciam 10% de suas "possessões"na época. Os soberanos e detentores de cargos de confiança dos reinos acima mencionados faziam a maior parte do trabalho de imprisionamento e transporte dos cativos - a saber, escravos - até tais feitorias lusitanas, onde eram embarcados nos "tumbeiros"(embarcações a serviço do tráfico negreiro, e sua denominação que remete a "tumba" não é acidental) a c...